O trabalho com famílias tem se constituído numa fonte de preocupação para os
profissionais que trabalham na área, tanto pela atualidade do tema como pela sua
complexidade. A sua discussão envolve inúmeros aspectos dentre os quais estão presentes as
diferentes configurações familiares, as relações que a família vem estabelecendo com outras
esferas da sociedade, tais como Estado, Sociedade Civil e Mercado, bem como os processos
familiares. Além destes, estão envolvidos os aspectos inerentes à própria história e
desenvolvimento das profissões que atendem a esse campo.
No âmbito do Serviço Social, os processos de atenção às famílias fazem parte da
história da profissão. Segundo Neder (1996), os assistentes sociais são os únicos profissionais
que têm a família como objeto privilegiado de intervenção durante toda sua trajetória
histórica; ao contrário de outras profissões que a privilegiam em alguns momentos e, em
outros, a tiram de cena.
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